Presidente da ACS-PE critica desconto indevido do Funafin para Policiais Militares e Bombeiros

Albérisson explicou como o desconto indevido do Funafin está ‘tirando a paz’ dos policiais e bombeiros que sofrem com o desconto na folha salarial.

Publicado em 7 de março de 2020

Presidente da ACS-PE/ Foto: Alepe

O presidente da Associação dos Cabos de Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Albérisson Carlos, concedeu entrevista na tarde desta quinta-feira (5) ao programa de Aldo Vilela na CBN. Albérisson explicou como o desconto indevido do Funafin está ‘tirando a paz’ dos policiais e bombeiros que sofrem com o desconto na folha salarial.

O desconto está sendo praticado, em virtude da nova Lei de proteção dos Militares (Lei 13.954/2019). A nova Lei passou a instituir que todos que estão na reserva e os que estão na reforma, a contribuição previdenciária de 9,5% ao mês.

O problema é que a Lei foi aprovada em dezembro de 2019 e era para ser instituída em janeiro de 2020, mas só foi colocada em prática em março/2020. Fazendo com que fossem debitados os meses de janeiro e fevereiro de 2020, em quase 20% do salário.

“Está causando transtornos porque muitos policias e bombeiros militares estão prejudicados. Para que você tenha ideia, várias pensionistas, vários membros da reforma que tomam medicamentos para pressão, que lutam contra a diabetes, tem ligado para nós, estão desesperados, com as mãos na cabeça. Muita gente não vai conseguir pagar seus alugueis”, explicou o presidente.

Ainda de acordo com Albérisson Carlos, já faz cinco anos que não há reposição salarial para a categoria através do Governo do Estado. “O Governo beneficiou algumas classes dentro da tabela, algumas graduações, mas em sua maioria nós tivemos perdas salariais e isso está promovendo um descontentamento, tanto do ativo e principalmente dos aposentados”, disse.

Para solução, o presidente da ACS-PE informou que o Governo deveria dialogar com as associações. “O Governo sabe que essa tabela não contempla a realidade que o Estado se encontra”, afirmou.

“Uma polícia que conseguiu reduzir drasticamente o número de homicídios, não pode ter o tratamento hoje que está sendo dispensado pelo Governo de Pernambuco”, informou Albérisson e concluiu dizendo que “é um desrespeito muito grande, principalmente aos reformados, mas não podemos deixar de fora os ativos, porque é o caminho de todos ativos se tornar um reserva e reformado”.

“Tem que acabar com essa grade remuneratória hoje que é essa tabela de vencimento, instituindo letras de A a E, em que você fica em uma letra congelado ali”, concluiu.

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