Ministério da Saúde tem mesmo entendimento que ACS-PE sobre vacinar forças de segurança

Publicado em 26 de abril de 2021

Vacina para todos. Essa é a frase mais usada em tempos de busca por imunização contra o novo coronavírus. Mas a teoria é bem diferente da realidade. O Brasil tem dimensões continentais e os laboratórios que produzem os imunizantes ainda não conseguem atender a demanda mundial. Isso obriga os gestores da pandemia a indicar prioridades. Os grupos que devem ter acesso mais urgente às vacinas são aqueles que estão mais próximos da doença. Neles estão incluídos profissionais da saúde (linha de frente), idosos, pessoas com comunidades e…??? Quem mais estaria numa condição de risco para cuidar da sociedade? Pois é. Eles até foram esquecidos no primeiro momento, mas agora parece que, finalmente, foram lembrados. São os profissionais da segurança pública. As forças de segurança haviam sido deixadas de lado, o que fez a Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados oficiar a Secretaria Estadual de Saúde sobre tal importância. “Os Policiais e Bombeiros Militares são chamados na hora de conter aglomerações. A PM quem fiscaliza se as medidas restritivas estão sendo cumpridas. O bombeiro trabalha no corpo a corpo, resgate, socorro, inclusive de gente com sintomas de Covid 19, Impossível entender motivos para esses homens e mulheres terem sido esquecidos no primeiro momento. Esses profissionais também estão na linha de frente”. Argumenta Albérisson Carlos, presidente da ACS-PE. Esse grito foi ouvido pelo Ministério da Saúde, que orientou os estados a incluírem as Forças de Segurança no calendário prioritário. Mas o alívio ainda está longe de se tornar realidade. A quantidade de doses destinadas para as Forças de Segurança nessa primeira fase de imunização é pífia. São apenas 2500 doses distribuídas para os efetivos das Polícias Militar, Civil, Federal, Científica, Bombeiros, etc. O presidente da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados informa que é prioridade exigir o cumprimento de uma determinação do Ministério da Saúde. “Enquanto São Paulo tem um plano para imunizar mais de 100 mil profissionais de segurança em 10 dias, Pernambuco está com 2500 doses para dividir entre as forças de segurança. Esperamos que isso seja regularizado o mais depressa possível. Para isso, estaremos sempre em contato com a Secretaria Estadual de Saúde, em busca da imunização da tropa. Só assim, poderemos manter o policial e bombeiro militar com uma certa segurança no cumprimento dos seus ofícios”, concluiu Albérisson Carlos.

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